No DESAFIO INTERMODAL na cidade de São Paulo, o trajeto de cerca de 10km teve como resultados:
- helicóptero: 22 minutos e 22 segundos
- bicicleta: 24 minutos e 7 segundos
- moto: 26 minutos e 20 segundos
- patins: 31 minutos e 54 segundos
- carro: 1 hora e 41 minutos
- pedestre: 1 hora e 42 minutos 30 segundos
>>> Mais detalhes >>>>
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
sábado, 18 de agosto de 2012
Capacete Invisível
Deux étudiantes suédoises inventent un casque de vélo "invisible"
Constitué d'un airbag qui s'attache autour du cou, il comporte une petite bombe à hélium et un gyromètre qui permettent à la tête d'être enveloppée automatiquement en cas de choc. L'entreprise qui commercialise le système - pour le moment uniquement en Europe - espère révolutionner le casque de vélo en en faisant un accessoire de mode. L'invention a un coût, 600 dollars (485 euros), et ne peut servir qu'une seule fois
Constitué d'un airbag qui s'attache autour du cou, il comporte une petite bombe à hélium et un gyromètre qui permettent à la tête d'être enveloppée automatiquement en cas de choc. L'entreprise qui commercialise le système - pour le moment uniquement en Europe - espère révolutionner le casque de vélo en en faisant un accessoire de mode. L'invention a un coût, 600 dollars (485 euros), et ne peut servir qu'une seule fois
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Pedaleada por la Democracia ( Asunción)
Los colectivos sociales y políticos que protestan en contra de lo que denominan un golpe parlamentario que destituyo a Fernando Lugo el pasado viernes, llaman a una "pedaleada por la democracia" este sábado a partir de las 14:00.
Según los organizadores, la actividad comenzará en la estatua de Las Residentas, a la entrada de la Ciudad de Luque, Ñu Guazú, y recorrerá Aviadores del Chaco, Mcal. López, Brasil, Palma, Colón, 15 de Mayo y Alberdi hasta la estación televisiva estatal.
Los que quieran participar pueden ir con bicicletas, triciclo, monociclo, monopatín, etc. Habrá batucadas, mucho color y fiesta, indica una de las invitaciones que recorre las redes sociales.
A cada dia, um ciclista morre em SP
Um levantamento realizado pela Secretaria da Saúde de São Paulo revela que nove ciclistas são internados diariamente em hospitais públicos do Estado, vítimas de acidentes de trânsito. E desses nove, pelo menos um deles acaba morrendo.
Veja os desafios que os ciclistas enfrentam nas cidades
"Muitas vezes os ciclistas são atingidos por automóveis ou mesmo por ônibus, o que torna comum a ocorrência de politraumatismo", explica Jorge dos Santos Silva, chefe do setor de trauma ortopédico do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo o médico, as lesões mais frequentes são os traumatismos cranianos e da coluna vertebral, além das fraturas da bacia, dos ossos do antebraço, do fêmur e da tíbia.
Em 2011 foram 3,4 mil pessoas internadas, gerando um custo de R$ 3,25 milhões ao Sistema Único de Saúde para tratar esses pacientes.(fonte Terra)
Veja os desafios que os ciclistas enfrentam nas cidades
"Muitas vezes os ciclistas são atingidos por automóveis ou mesmo por ônibus, o que torna comum a ocorrência de politraumatismo", explica Jorge dos Santos Silva, chefe do setor de trauma ortopédico do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo o médico, as lesões mais frequentes são os traumatismos cranianos e da coluna vertebral, além das fraturas da bacia, dos ossos do antebraço, do fêmur e da tíbia.
Em 2011 foram 3,4 mil pessoas internadas, gerando um custo de R$ 3,25 milhões ao Sistema Único de Saúde para tratar esses pacientes.(fonte Terra)
sábado, 23 de junho de 2012
Como ter uma bicicleta sem deixar de pensar no carro
Para pedalar e , ao mesmo tempo, não se afastar do sonho de um carro esportivo de marca, a mais recente opção é o modelo de bicicleta One-77 Cycle desenvolvido pela Aston Martin.
São 77 modelos exclusivos ao valor de 29 mil dólares.
Uma bagatela se pensarmos que, afinal de contas, nossa sociedade é capitalista.
domingo, 17 de junho de 2012
Haddad promete integrar bicicletas ao bilhete único
O ex-ministro da educação e atual candidato a prefeito de São Paulo Fernando Haddad, do PT, afirmou na manhã deste sábado, 16/06, que pretende implantar um sistema de integração do uso de bicicletas ao transporte público paulistano. O projeto foi o principal assunto debatido na sede do Sindicato dos Engenheiros, no centro da capital, onde o petista coordenou o seminário Conversando com São Paulo.
Haddad afirmou que, caso for eleito, vai criar uma rede de mobilidade urbana que permitirá, com a construção de bicicletários, atrelar bicicletas ao sistema do bilhete único - cartão que permite ao passageiro acesso a ônibus, metrô e trens da capital. O projeto, segundo ele, estaria sendo formatado pela equipe que discute o Plano de Governo do candidato, composta por acadêmicos e integrantes do PT.
O seminário também serviu de palco para discussões sobre educação, lazer e saúde, temas que o petista afirma terem sido "deixados de lado" pela atual gestão do PSDB na capital, como a ampliação dos corredores de ônibus e construção de creches.
O deputado federal Vicente Cândido e o vereador e presidente do Diretório Municipal do PT, Antônio Donato, participaram do evento ao lado de membros do Conselho Municipal de Juventude e da setorial de juventude do PT.
Haddad afirmou que, caso for eleito, vai criar uma rede de mobilidade urbana que permitirá, com a construção de bicicletários, atrelar bicicletas ao sistema do bilhete único - cartão que permite ao passageiro acesso a ônibus, metrô e trens da capital. O projeto, segundo ele, estaria sendo formatado pela equipe que discute o Plano de Governo do candidato, composta por acadêmicos e integrantes do PT.
O seminário também serviu de palco para discussões sobre educação, lazer e saúde, temas que o petista afirma terem sido "deixados de lado" pela atual gestão do PSDB na capital, como a ampliação dos corredores de ônibus e construção de creches.
O deputado federal Vicente Cândido e o vereador e presidente do Diretório Municipal do PT, Antônio Donato, participaram do evento ao lado de membros do Conselho Municipal de Juventude e da setorial de juventude do PT.
sábado, 9 de junho de 2012
Um Ônibus Chamado Desejo
As aparências enganam.
O que poderia parecer uma cena do transporte na cidade de Pelotas é, na realidade uma excursão promovida pela administração municipal para visitar obras da gestão.
O guiamento é feito pelo prefeito, no primeiro plano, que descreve os encantos da cidade imaginada por ele.
Sentado no lugar do cobrador está o vice-prefeito.
Mais ao fundo o vereador Leite, mais novo ciclista da cidade.
É uma excursão tranquila, nada a ver com o cotidiano dos milhares de usuários de ônibus que viajam apertados, em condições bem difíceis.
No caminho não se pegam passageiros, os que ficam esperando em pontos precários não são convidados deste passeio.
Como não se paga passagem o vice-prefeito é uma figura decorativa, como cobrador, entenda-se.
O vereador Leite, que já anda de bicicleta, deve se sentir enriquecido por mais esta nova experiência de sua vida, viajar em coletivo.urbano.
Durante a excursão o prefeito deve ter discorrido muito sobre o projeto viário da cidade, em especial sobre as ciclovias e ciclofaixas que deixaram de ser criadas.
Mas talvez tenha pulado este ponto pois ciclismo não é exatamente algo pelo que tenha apreço.
Não se sabe se fumou, é provável que sim porque não tem muita simpatia pela proibição do fumo em locais fechados e, na ocasião, estava numa extensão de seu gabinete no qual não abre mão deste vício.
Seria apenas interessante que da próxima vez o passeio fosse num ônibus real cuja cor não fosse rosa.
E resta saber neste palco, bizarramente evocativo de Tennessee Williams, quem é Blanche DuBois e quem é Stanley Kowalski.
O que poderia parecer uma cena do transporte na cidade de Pelotas é, na realidade uma excursão promovida pela administração municipal para visitar obras da gestão.
O guiamento é feito pelo prefeito, no primeiro plano, que descreve os encantos da cidade imaginada por ele.
Sentado no lugar do cobrador está o vice-prefeito.
Mais ao fundo o vereador Leite, mais novo ciclista da cidade.
É uma excursão tranquila, nada a ver com o cotidiano dos milhares de usuários de ônibus que viajam apertados, em condições bem difíceis.
No caminho não se pegam passageiros, os que ficam esperando em pontos precários não são convidados deste passeio.
Como não se paga passagem o vice-prefeito é uma figura decorativa, como cobrador, entenda-se.
O vereador Leite, que já anda de bicicleta, deve se sentir enriquecido por mais esta nova experiência de sua vida, viajar em coletivo.urbano.
Durante a excursão o prefeito deve ter discorrido muito sobre o projeto viário da cidade, em especial sobre as ciclovias e ciclofaixas que deixaram de ser criadas.
Mas talvez tenha pulado este ponto pois ciclismo não é exatamente algo pelo que tenha apreço.
Não se sabe se fumou, é provável que sim porque não tem muita simpatia pela proibição do fumo em locais fechados e, na ocasião, estava numa extensão de seu gabinete no qual não abre mão deste vício.
Seria apenas interessante que da próxima vez o passeio fosse num ônibus real cuja cor não fosse rosa.
E resta saber neste palco, bizarramente evocativo de Tennessee Williams, quem é Blanche DuBois e quem é Stanley Kowalski.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Mobilidade urbana é tema de debate em Pelotas
Várias bicicletas em meio ao trânsito de Pelotas. Quem estava pelo Centro, na manhã desta quarta-feira (6), presenciou inúmeros ciclistas pedalando pelas ruas da cidade. A atividade era parte da 1ª Jornada de Estudos sobre Mobilidade Urbana, promovida pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e pelo Laboratório de Estudos Urbanos, Regionais e Ensino de Geografia. O debate, que começou na segunda, foi encerrado na tarde de quarta. O tema Novos princípios do urbanismo abre o debate sobre a mobilidade urbana em Pelotas.
A jornada, realizada no novo prédio do Instituto de Ciências Humanas da UFPel, contou com painéis sobre a mobilidade, o planejamento e a revitalização dos centros urbanos. Um minicurso em geografia do comércio e do consumo também fez parte da programação. Conforme o coordenador do projeto, o professor da UFPel Sidney Vieira, a atividade foi direcionada para os estudantes de Geografia e Arquitetura e Urbanismo, mas superou as expectativas e teve participações da comunidade pelotense. Vieira afirma que o maior desafio atual é manter a discussão sobre a revitalização urbana, tornando a cidade mais inclusiva aos meios de transportes alternativos.
Olhar estrangeiro
Uma visita internacional qualificou os debates. O professor português Carlos Balsas, de 40 anos, atualmente mora nos Estados Unidos, onde lecionou na Universidade do Arizona. Balsas é natural de Figueira da Foz, cidade próxima a Coimbra (Portugal), e está desde domingo na cidade. Ele afirma que Pelotas, devido a sua geografia plana, possui grandes condições de implantar uma rede de ciclovias eficiente. Promover o uso do transporte coletivo e a proteção aos pedestres é o maior desafio visto pelo português na cidade.
O evento, que debateu a mobilidade urbana, o comércio e o consumo, contou com o apoio do Rotary Clube de Pelotas, da Universidade Católica de Pelotas, do JL Casarin e do MubPel
(Por Jonathan da Silva - foto Roberto Dias-Diário Popular)
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Mobilidade urbana é tema de debate em Pelotas
terça-feira, 5 de junho de 2012
Ferimentos Leves
Na noite desta terça-feira (5), um Ford Fiesta e um ciclista colidiram na esquina das ruas Sete de Setembro e Santa Cruz, em Pelotas. O acidente aconteceu por volta das 18h30min.
O condutor do Fiesta vinha pela Sete de Setembro quando na esquina da Santa Cruz se chocou com o condutor da bicicleta. De acordo com informações do Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu), o ciclista, de 57 anos, teve ferimentos leves no ombro e joelho.( Carolina Marasco, Diário Popular)
Pedalar em Pelotas
Após muitos anos de diversas ações para conseguir da parte do poder público uma atenção para o emprego da bicicleta como meio de transporte a sensação é de que muito pouco se conseguiu.
Pedalar na cidade continua sendo uma arriscada aventura cheia de armadilhas. Armadilhas reais e não apenas imaginárias.
Pedalar na cidade continua sendo uma arriscada aventura cheia de armadilhas. Armadilhas reais e não apenas imaginárias.
sábado, 2 de junho de 2012
Ciclovia do Trabalhador em Rio Grande
A prefeitura do Rio Grande, através das secretarias municipais da Segurança, dos Transportes e do Trânsito, e de Obras e Viação, dá início nesta quinta-feira (31), à pavimentação asfáltica da Ciclovia do Trabalhador. A medida está prevista no Plano de Mobilidade Urbana e tem como objetivo incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte.
A ciclovia, localizada ao longo da rua Roberto Socoowski, foi criada em 2008, com vistas a diminuir o índice de acidentes registrados naquela via e agora recebe a camada asfáltica. Após a conclusão, a ciclovia ligará todo o perímetro entre o bairro Castelo Branco I e a zona portuária.
Essa é a primeira etapa de obras, em um segundo momento essa via deve ser estendida até a região do dique-seco, na Barra, como forma de facilitar o acesso ao trabalhador ao polo naval.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
Vancouver Bike Lane
What happens when Hitler's guys are late for a meeting.
Hitler can't drive anywhere in Vancouver with his brand new car.segunda-feira, 21 de maio de 2012
Audiência Pública: Mobilidade Urbana
No próximo sábado (26) a Câmara Municipal de Vereadores realizará Audiência Pública (AP) sobre o tema Mobilidade Urbana em Pelotas, a partir de reunião com o Observatório da Mobilidade Urbana de Pelotas.
É de extrema importância que o maior número possível de pessoas possam estar presentes nesta ocasião, pois o objetivo é apresentar à população o que está acontecendo HOJE em relação à Mobilidade e quais são as idéias e práticas que estão sendo feitas para que, no futuro próximo, tenhamos mudanças contundentes neste cenário.
Quanto maior o envolvimento da comunidade, maiores serão os resultados. Então, no dia 26 deste mês, pegue a sua bicicleta e pedale até a Câmara dos Vereadores para se informar sobre a sua cidade. Sairão grupos de bicicleta dos bairros em direção à Audiência, no centro.
sábado, 19 de maio de 2012
Investimentos e mudança de hábitos
Sob o título acima a edição de 19 de maio do Diário Popular dedica o seu Editorial a fazer algumas considerações sobre o emprego da bicicleta na cidade.
Tratam-se de considerações genéricas mas que reforçam uma tendência do jornal de dar apoio a iniciativas que visem incentivar o ciclismo.
É claro ao apontar que "o maior problema está no fato de o Poder Público na maioria das vezes se limitar a providências paliativas e localizadas". Aponta, também, que parte das melhorias observadas "pode ser facilmente atribuída a quem defende e cobras condições de uso às bikes, como o Movimento dos Usuários de Bicicletas de Pelotas ( MubPel), que neste mês completou oito anos, e o mais atual mas não menos importante Pedal Curtiçeira".
Ilustrando o Editorial uma gravura ( não a reproduzida acima) representando uma estranha figura que lembra um guerreiro medieval, de elmo e armadura, montado numa bicicleta desproporcional à sua envergadura. O que parece demonstrar que a intenção do jornal é boa mas que ainda não tem uma leitura adequada do movimento, pacífico e ecológico, dos que defendem o emprego da bicicleta.
Tratam-se de considerações genéricas mas que reforçam uma tendência do jornal de dar apoio a iniciativas que visem incentivar o ciclismo.
É claro ao apontar que "o maior problema está no fato de o Poder Público na maioria das vezes se limitar a providências paliativas e localizadas". Aponta, também, que parte das melhorias observadas "pode ser facilmente atribuída a quem defende e cobras condições de uso às bikes, como o Movimento dos Usuários de Bicicletas de Pelotas ( MubPel), que neste mês completou oito anos, e o mais atual mas não menos importante Pedal Curtiçeira".
Ilustrando o Editorial uma gravura ( não a reproduzida acima) representando uma estranha figura que lembra um guerreiro medieval, de elmo e armadura, montado numa bicicleta desproporcional à sua envergadura. O que parece demonstrar que a intenção do jornal é boa mas que ainda não tem uma leitura adequada do movimento, pacífico e ecológico, dos que defendem o emprego da bicicleta.
domingo, 13 de maio de 2012
Observatório da Mobilidade Urbana
Buscando encontrar alternativas e soluções para questões relativas ao transporte em Pelotas um grupo de profissionais ligados ao Planejamento Urbano em conjunto com ativistas do emprego da bicicleta do MUBPel e Pedal Curtiçeira , criaram o Observatório da Mobilidade Urbana de Pelotas. Os contatos surgiram a partir da Mesa Redonda sobre Mobilidade Urbana Sustentável, promovido pelo SEST/SENAT realizado em setembro de 2011. Temos assim uma nova tentativa de reunir forças visando superar a inércia observada, por parte do poder público, em implementar uma política mais consistente no setor. Já se perdeu a conta do número de reuniões, audiências, seminários, protestos e outras formas de chamar a atenção para a questão sem que, no entanto, se tivesse resultados efetivos em termos de sensibilizar significativamente a administração municipal. Fica no ar a expectativa de que este quadro possa modificar-se a partir das eleições previstas para este ano. Pertinente, portanto, a iniciativa de manter contatos com políticos de Pelotas que possam, eventualmente, estar presentes no próximo governo. Entre eles o deputado estadual Catarina, do PSB, na foto reunido com o grupo.
>>> Mais informações
terça-feira, 8 de maio de 2012
1º trecho de ciclovia é inaugurado em Porto Alegre
O primeiro trecho da ciclovia que está sendo construída na avenida Ipiranga, uma das mais importantes de Porto Alegre, foi inaugurado na manhã desta segunda-feira, às 10h. O percurso liga as avenidas Érico Veríssimo e Azenha, no bairro da Azenha.
O trecho possui 416 m e é pintado de vermelho, para facilitar a identificação por parte de pedestres e ciclistas. A área faz parte do projeto que pretende construir uma ciclovia em toda a extensão da avenida Ipiranga, totalizando 9,4 km de via para bicicletas.
A via para bicicletas, quando completa, ligará as avenidas Edvaldo Pereira Paiva e Antônio de Carvalho. A previsão de entrega é para o final de 2012.
O guard-rail de segurança da faixa para bicicletas possui plástico reciclável, para minimizar impactos em acidentes. O responsável é o arquiteto Rodrigo Troyano, cuja proposta bateu outras 36 concorrentes. Com o uso do material, o custo da obra completa chegou a R$ 2,3 milhões.
Ainda nesta semana, na próxima quinta-feira, 10, deve ser inaugurada a ciclovia da avenida Icaraí, no bairro Cristal, que terá 1,7 km de extensão, entre as ruas Chuí e Wenceslau Escobar. Até o final de junho, está prevista também a conclusão da ciclovia do bairro da Restinga, que terá 3,5 km na avenida João Antônio da Silveira e 1,1 km na avenida Nilo Wulff.
( vc repórter Naian Meneghetti, Porto Alegre )
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Londres: bicicletas viram tema central de eleição para prefeito
PAULA ADAMO IDOETA
Da BBC Brasil
Eleitores de Londres vão às urnas nesta quinta-feira votar para prefeito em meio a um dos mais acalorados debates políticos sobre o uso de bicicletas na cidade, num momento em que diversas metrópoles do mundo - inclusive São Paulo - buscam formas de melhorar a coexistência entre veículos de pedais e motorizados.
A reta final da campanha eleitoral londrina foi marcada por um encontro inédito dos quatro principais candidatos exclusivamente sobre ciclismo, pela troca de acusações entre os dois líderes nas pesquisas quanto a números de acidentes com ciclistas e por um protesto de ativistas pedindo mais segurança nas vias londrinas.
O uso das bicicletas é citado nos programas de governo dos principais candidatos: o atual prefeito conservador Boris Johnson promete ampliar ciclovias e o programa de aluguel de bicicletas públicas da cidade, mas aponta como prioridade o "fluxo do tráfego"; seu antecessor e principal concorrente, Ken Livingstone, diz que colocará a segurança de pedestres e ciclistas como a principal preocupação do órgão que coordena o transporte londrino.
O número de bicicletas nas ruas de Londres vem aumentando, algo incentivado por diversas razões: pedágios urbanos, que encarecem o uso dos carros no centro da cidade, o alto preço das passagens do transporte público, programas públicos de aluguel de bicicletas e as tradicionais preocupações com a boa forma e o meio ambiente.
Dados oficiais apontam que o uso de bicicletas em partes da cidade mais do que dobrou entre 2001 e 2010. Segundo o grupo cicloativista London Cycling Campaign, cerca de 540 mil viagens diárias são feitas sobre duas rodas na cidade - número significativo em uma metrópole de 8 milhões de habitantes.
A força desse grupo levou o jornal The Guardian a questionar, em seu blog sobre bicicletas, se estaria se formando um "voto ciclista" na política britânica.
"É um indicativo forte do lobby do ciclismo o fato de que, a 72 horas das eleições, os quatro principais candidatos - o prefeito Boris Johnson, Ken Livingstone, o liberal-democrata Brian Paddick e a verde Jenny Jones - tenham dedicado boa parte de sua tarde para um debate sobre as preocupações dos ciclistas", diz o site do jornal.
Além disso, no último dia 28, cerca de 10 mil manifestantes (número estimado pelos organizadores) fizeram um passeio pela cidade, para pressionar os candidatos à prefeitura a melhorar a segurança das vias para os ciclistas e seguir o exemplo da Holanda, país considerado referência europeia no uso de bicicletas.
Mortes nas ruas
Em comparação com metrópoles brasileiras, Londres é uma cidade bem adaptada ao uso das bicicletas. Muitas vias londrinas têm ciclofaixas, e muitos ciclistas só saem às ruas equipados com coletes coloridos e capacetes.
Ainda assim, a relação com os motoristas nem sempre é cordial - estes são acusados de agressividade na direção, mas alegam que os ciclistas comumente desrespeitam as regras de trânsito e furam sinais vermelhos. No ano passado, segundo o site pró-ciclismo RoadCC, 16 ciclistas morreram em acidentes em Londres em 2011. Três mortes ocorridas no final do ano desencadearam protestos pela segurança das vias.
A questão é familiar para quem convive com o trânsito de São Paulo - onde, segundo os dados mais recentes da CET, 49 ciclistas morreram em acidentes em 2010. É praticamente uma morte por semana.
'Go Dutch
"Não queremos o que acontece em São Paulo, onde vias (rápidas) de seis pistas inviabilizam o ciclismo", declarou à BBC Brasil o ativista Tom Bogdanowicz, do grupo London Cycling Campaign. "Queremos que o futuro prefeito se comprometa com uma Londres mais segura e habitável para ciclistas."
"No Brasil não há respeito ao ciclista. São considerados de classe inferior, porque o carro é sinônimo de status", opinou a brasileira Virginia Perrotti Machado, 29 anos, que mora em Londres há sete anos e também se tornou ativista do London Cycling Campaign. "Aqui, tenho uma bicicleta desde que cheguei, mas ainda me sinto insegura nas grandes vias e cruzamentos."
O grupo lançou a campanha "Go Dutch" ("Faça como os holandeses", em tradução livre), alegando que, em Amsterdã, entre 25% e 37% das jornadas diárias são feitas em bicicletas, contra 2,5% em Londres.
Os defensores do modelo holandês dizem que este inclui ciclovias separadas das pistas rápidas de rodovias, sinalização específica em cruzamentos e redução no limite de velocidade em vias menores.
Citando esses exemplos, a London Cycling Campaign pede que as novas ruas de Londres sejam desenhadas levando o ciclismo em consideração, que os cruzamentos sejam adequados às bicicletas e que haja políticas para harmonizar a convivência entre motoristas, pedestres e ciclistas, entre outras ideias.
Bogdanowicz diz que, de 12 ciclovias planejadas para a cidade britânica, quatro já implementadas foram consideradas inseguras e desconfortáveis pelos ciclistas. "Todos os candidatos concordaram com as nossas propostas, mas falar é fácil. Veremos se eles as cumprirão. Isso requer fundos e direcionamento político, (nos setores de) engenharia e transporte", afirmou.
Levantamento do Guardian mostra que o tema do uso de bicicletas é mencionado nos planos de governo dos principais partidos das eleições desta quinta, mas, em geral, apenas superficialmente.
Até mesmo o prefeito Boris Johnson, entusiasta do ciclismo e promotor de um sistema de aluguel de bicicletas públicas, é acusado de não se comprometer o suficiente com o tema em sua corrida por um segundo mandato.
Equação complexa
Por trás do debate existe uma dificuldade inerente em inserir as bicicletas na equação do trânsito de uma forma pacífica, opina o engenheiro de trânsito Ken Huddart, que nos anos 1980 comandou um projeto ciclístico oficial em Londres.
Segundo ele, até mesmo na Holanda andar de bicicleta ainda é mais perigoso do que andar de carro. "A exposição (das bicicletas) é constante. Em Londres, elas trafegam ao lado dos ônibus (à esquerda) porque é o único lugar onde podem ser colocadas", diz ele. "O esforço é para minimizar o risco, deslocá-las para vias menores e mais lentas, mas isso só funciona para quem está a passeio. Quem (está se deslocando ao trabalho) quer as rotas mais rápidas e curtas."
Foto: Divulgação/BBC Brasil
Da BBC Brasil
Eleitores de Londres vão às urnas nesta quinta-feira votar para prefeito em meio a um dos mais acalorados debates políticos sobre o uso de bicicletas na cidade, num momento em que diversas metrópoles do mundo - inclusive São Paulo - buscam formas de melhorar a coexistência entre veículos de pedais e motorizados.
A reta final da campanha eleitoral londrina foi marcada por um encontro inédito dos quatro principais candidatos exclusivamente sobre ciclismo, pela troca de acusações entre os dois líderes nas pesquisas quanto a números de acidentes com ciclistas e por um protesto de ativistas pedindo mais segurança nas vias londrinas.
O uso das bicicletas é citado nos programas de governo dos principais candidatos: o atual prefeito conservador Boris Johnson promete ampliar ciclovias e o programa de aluguel de bicicletas públicas da cidade, mas aponta como prioridade o "fluxo do tráfego"; seu antecessor e principal concorrente, Ken Livingstone, diz que colocará a segurança de pedestres e ciclistas como a principal preocupação do órgão que coordena o transporte londrino.
O número de bicicletas nas ruas de Londres vem aumentando, algo incentivado por diversas razões: pedágios urbanos, que encarecem o uso dos carros no centro da cidade, o alto preço das passagens do transporte público, programas públicos de aluguel de bicicletas e as tradicionais preocupações com a boa forma e o meio ambiente.
Dados oficiais apontam que o uso de bicicletas em partes da cidade mais do que dobrou entre 2001 e 2010. Segundo o grupo cicloativista London Cycling Campaign, cerca de 540 mil viagens diárias são feitas sobre duas rodas na cidade - número significativo em uma metrópole de 8 milhões de habitantes.
A força desse grupo levou o jornal The Guardian a questionar, em seu blog sobre bicicletas, se estaria se formando um "voto ciclista" na política britânica.
"É um indicativo forte do lobby do ciclismo o fato de que, a 72 horas das eleições, os quatro principais candidatos - o prefeito Boris Johnson, Ken Livingstone, o liberal-democrata Brian Paddick e a verde Jenny Jones - tenham dedicado boa parte de sua tarde para um debate sobre as preocupações dos ciclistas", diz o site do jornal.
Além disso, no último dia 28, cerca de 10 mil manifestantes (número estimado pelos organizadores) fizeram um passeio pela cidade, para pressionar os candidatos à prefeitura a melhorar a segurança das vias para os ciclistas e seguir o exemplo da Holanda, país considerado referência europeia no uso de bicicletas.
Mortes nas ruas
Em comparação com metrópoles brasileiras, Londres é uma cidade bem adaptada ao uso das bicicletas. Muitas vias londrinas têm ciclofaixas, e muitos ciclistas só saem às ruas equipados com coletes coloridos e capacetes.
Ainda assim, a relação com os motoristas nem sempre é cordial - estes são acusados de agressividade na direção, mas alegam que os ciclistas comumente desrespeitam as regras de trânsito e furam sinais vermelhos. No ano passado, segundo o site pró-ciclismo RoadCC, 16 ciclistas morreram em acidentes em Londres em 2011. Três mortes ocorridas no final do ano desencadearam protestos pela segurança das vias.
A questão é familiar para quem convive com o trânsito de São Paulo - onde, segundo os dados mais recentes da CET, 49 ciclistas morreram em acidentes em 2010. É praticamente uma morte por semana.
'Go Dutch
"Não queremos o que acontece em São Paulo, onde vias (rápidas) de seis pistas inviabilizam o ciclismo", declarou à BBC Brasil o ativista Tom Bogdanowicz, do grupo London Cycling Campaign. "Queremos que o futuro prefeito se comprometa com uma Londres mais segura e habitável para ciclistas."
"No Brasil não há respeito ao ciclista. São considerados de classe inferior, porque o carro é sinônimo de status", opinou a brasileira Virginia Perrotti Machado, 29 anos, que mora em Londres há sete anos e também se tornou ativista do London Cycling Campaign. "Aqui, tenho uma bicicleta desde que cheguei, mas ainda me sinto insegura nas grandes vias e cruzamentos."
O grupo lançou a campanha "Go Dutch" ("Faça como os holandeses", em tradução livre), alegando que, em Amsterdã, entre 25% e 37% das jornadas diárias são feitas em bicicletas, contra 2,5% em Londres.
Os defensores do modelo holandês dizem que este inclui ciclovias separadas das pistas rápidas de rodovias, sinalização específica em cruzamentos e redução no limite de velocidade em vias menores.
Citando esses exemplos, a London Cycling Campaign pede que as novas ruas de Londres sejam desenhadas levando o ciclismo em consideração, que os cruzamentos sejam adequados às bicicletas e que haja políticas para harmonizar a convivência entre motoristas, pedestres e ciclistas, entre outras ideias.
Bogdanowicz diz que, de 12 ciclovias planejadas para a cidade britânica, quatro já implementadas foram consideradas inseguras e desconfortáveis pelos ciclistas. "Todos os candidatos concordaram com as nossas propostas, mas falar é fácil. Veremos se eles as cumprirão. Isso requer fundos e direcionamento político, (nos setores de) engenharia e transporte", afirmou.
Levantamento do Guardian mostra que o tema do uso de bicicletas é mencionado nos planos de governo dos principais partidos das eleições desta quinta, mas, em geral, apenas superficialmente.
Até mesmo o prefeito Boris Johnson, entusiasta do ciclismo e promotor de um sistema de aluguel de bicicletas públicas, é acusado de não se comprometer o suficiente com o tema em sua corrida por um segundo mandato.
Equação complexa
Por trás do debate existe uma dificuldade inerente em inserir as bicicletas na equação do trânsito de uma forma pacífica, opina o engenheiro de trânsito Ken Huddart, que nos anos 1980 comandou um projeto ciclístico oficial em Londres.
Segundo ele, até mesmo na Holanda andar de bicicleta ainda é mais perigoso do que andar de carro. "A exposição (das bicicletas) é constante. Em Londres, elas trafegam ao lado dos ônibus (à esquerda) porque é o único lugar onde podem ser colocadas", diz ele. "O esforço é para minimizar o risco, deslocá-las para vias menores e mais lentas, mas isso só funciona para quem está a passeio. Quem (está se deslocando ao trabalho) quer as rotas mais rápidas e curtas."
Foto: Divulgação/BBC Brasil
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