Fábio Ernane da Silva da Silva , um ciclista anônimo, atropelado e morto sexta-feira, dia 3, em Rio Grande.
Como não portava documentos foi levado ao IML até ser identificado no sábado. Segundo a notícia " o carro que causou o acidente, fugiu e não foi visto nem por testemunhas".
Fábio, de 23 anos, foi morto desta forma por uma mão invisível, mortal, certeira.
Ainda segundo a notícia na rua Roberto Socoovski, local do atropelamento, permanecem as marcas dos pneus do carro que, pelos índícios, supõe-se um carro grande.
O ciclista, morador do bairro São Miguel, trafegava em uma bicicleta barra-forte de cor roxa.
Aliás, apenas este detalhe parece tirar o ciclista do quase total anonimato de uma morte tão estúpida, atropelado no meio da noite por um carro que só deixa as marcas dos pneus.
Pode ser que gostasse do roxo, pode ser que orgulhoso de sua bicicleta quisesse assim personalizá-la.
A bicicleta que lhe serviria de mortalha.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Os verdadeiros donos das ruas
Com frequência surge alguma notícia atribuindo aos ciclistas algum tipo de comportamento inadequado e infrator no trânsito ou mesmo em outras circunstâncias.
A última notícia deste gênero está no Diário Popular de hoje ( 1°/04) na página oito onde se lê ( numa matéria sobre o corredor de ônibus da Dom Pedro II) : "... Mas já é possível perceber algumas infrações de trânsito no local, como bicicletas que utilizam o novo espaço como ciclovias".
O referido "novo espaço" --- na realidade já existente há vários anos e agora pavimentado com concreto --- no intervalo entre a passagem de um ônibus e outro, o que pode representar muitos minutos, fica livre se constituíndo, obviamente, num atrativo para os pobres ciclistas que, fora dali, precisam estar disputando seu lugar com apressados automóveis de vidros escuros quando não com veículos pesados.
Por um mecanismo psicológico muito comum, no entanto, os "ciclistas" passam a se constituir no segmento transgressor, a não se harmonizar com o quadro de otimismo gerado pelo corredor.
O questionamento que cabe ser feito, na verdade, é quanto à razão pela qual, disponibilizando uma pequena parte dos volumosos recursos destinados à pavimentação, inclusive de ruas históricas de paralepípedos, a administração municipal não se lembrou de fazer também ciclovias.
Neste momento parece que até chegar este dia os ciclistas não são cidadãos mas uma espécie de marginais que saem às ruas para tumultuar e infringir regras que parecem bem claras, especialmente aos motoristas mas também aos órgãos de comunicação, quanto a quem são os verdadeiros donos das ruas.
A última notícia deste gênero está no Diário Popular de hoje ( 1°/04) na página oito onde se lê ( numa matéria sobre o corredor de ônibus da Dom Pedro II) : "... Mas já é possível perceber algumas infrações de trânsito no local, como bicicletas que utilizam o novo espaço como ciclovias".
O referido "novo espaço" --- na realidade já existente há vários anos e agora pavimentado com concreto --- no intervalo entre a passagem de um ônibus e outro, o que pode representar muitos minutos, fica livre se constituíndo, obviamente, num atrativo para os pobres ciclistas que, fora dali, precisam estar disputando seu lugar com apressados automóveis de vidros escuros quando não com veículos pesados.
Por um mecanismo psicológico muito comum, no entanto, os "ciclistas" passam a se constituir no segmento transgressor, a não se harmonizar com o quadro de otimismo gerado pelo corredor.
O questionamento que cabe ser feito, na verdade, é quanto à razão pela qual, disponibilizando uma pequena parte dos volumosos recursos destinados à pavimentação, inclusive de ruas históricas de paralepípedos, a administração municipal não se lembrou de fazer também ciclovias.
Neste momento parece que até chegar este dia os ciclistas não são cidadãos mas uma espécie de marginais que saem às ruas para tumultuar e infringir regras que parecem bem claras, especialmente aos motoristas mas também aos órgãos de comunicação, quanto a quem são os verdadeiros donos das ruas.
quinta-feira, 19 de março de 2009
"25 km de ciclovias"
O Giancarlo Bachieri, integrante do movimento de ciclistas de Pelotas , a propósito da intenção manifestada pelo titular da Secretaria de Segurança, Trânsito e Transporte de Pelotas, de criar 25 km de ciclovias e ciclofaixas, encaminhou ao PINHA LIVRE a seguinte manifestação que julgamos muito pertinente e oportuna, razão pela qual a estamos divulgando.
"Várias vezes fui criticado pela minha forma de expor os problemas decorrentes da falta de interesse do poder público com relação ao modo de transporte por bicicleta e também dos problemas relacionados ao trânsito em geral, aqui em Pelotas.
Infelizmente, parece que a Prefeitura Municipal não está dando o devido valor a esse assunto que preocupa muitos gestores em várias cidades do mundo.
Como transformar a cidade em um lugar mais humano com um transito mais trânquilo onde pedestres e ciclistas, crianças, idosos e portadores de necessidades especiais tenham o direito de se deslocarem com segurança.
Soluções existem! Em várias cidades, experiências bem sucedidas estão acontecendo e, sempre, nesses casos, o transporte por bicicleta e a restrição do automóvel em algumas vias é priorizado.
Fazer 25 km de ciclovias em 4 anos é muito fácil, basta reproduzir o que foi feito na Avenida Dom Joaquim!
Mas, será aquele o modelo de ciclovia/ciclofaixa que Pelotas merece? Será que aquele modelo contempla os 5 requisitos básicos para a construção de uma ciclovia? Segurança; Rapidez; coerência (ter um início e um fim), Conforto e Atratividade? Será que alguma das nossas ciclovias/ciclofaixas têm essas características?
Nesse momento temos que unir forças para sensibilizar a Prefeitura para a importância do deslocamento por bicicleta e por um trânsito mais humano e que a construção de ciclovias, entre outas medidas, é fundamental para que mais pessoas venham a utilizar a bicicleta nos seus deslocamentos.
Tenho certeza que temos na Prefeitura profissionais competentes na área de urbanização (Conhecemos bem um deles!) e que saibam construir uma ciclovia/ciclofaixa de forma que esta venha a ser um local seguro e incentive mais pessoas à pedalar.Após um ano da criação da ciclofaixa da Andrade Neves temos algo a comemorar, sim, mas temos muito mais a nos preocupar!
A quantidade de ciclovias está muito aquém do necessário e a qualidade delas deixa a desejar.
Vamos ver... Temos mais 4 anos pela frente e eu espero, até lá, poder contribuir para sensibilizar os "donos" do dinheiro a investirem os nossos impostos em ações que realmente sejam importantes para a comunidade."
"Várias vezes fui criticado pela minha forma de expor os problemas decorrentes da falta de interesse do poder público com relação ao modo de transporte por bicicleta e também dos problemas relacionados ao trânsito em geral, aqui em Pelotas.
Infelizmente, parece que a Prefeitura Municipal não está dando o devido valor a esse assunto que preocupa muitos gestores em várias cidades do mundo.
Como transformar a cidade em um lugar mais humano com um transito mais trânquilo onde pedestres e ciclistas, crianças, idosos e portadores de necessidades especiais tenham o direito de se deslocarem com segurança.
Soluções existem! Em várias cidades, experiências bem sucedidas estão acontecendo e, sempre, nesses casos, o transporte por bicicleta e a restrição do automóvel em algumas vias é priorizado.
Fazer 25 km de ciclovias em 4 anos é muito fácil, basta reproduzir o que foi feito na Avenida Dom Joaquim!
Mas, será aquele o modelo de ciclovia/ciclofaixa que Pelotas merece? Será que aquele modelo contempla os 5 requisitos básicos para a construção de uma ciclovia? Segurança; Rapidez; coerência (ter um início e um fim), Conforto e Atratividade? Será que alguma das nossas ciclovias/ciclofaixas têm essas características?
Nesse momento temos que unir forças para sensibilizar a Prefeitura para a importância do deslocamento por bicicleta e por um trânsito mais humano e que a construção de ciclovias, entre outas medidas, é fundamental para que mais pessoas venham a utilizar a bicicleta nos seus deslocamentos.
Tenho certeza que temos na Prefeitura profissionais competentes na área de urbanização (Conhecemos bem um deles!) e que saibam construir uma ciclovia/ciclofaixa de forma que esta venha a ser um local seguro e incentive mais pessoas à pedalar.Após um ano da criação da ciclofaixa da Andrade Neves temos algo a comemorar, sim, mas temos muito mais a nos preocupar!
A quantidade de ciclovias está muito aquém do necessário e a qualidade delas deixa a desejar.
Vamos ver... Temos mais 4 anos pela frente e eu espero, até lá, poder contribuir para sensibilizar os "donos" do dinheiro a investirem os nossos impostos em ações que realmente sejam importantes para a comunidade."
quinta-feira, 5 de março de 2009
A Guerra das Ruas
As edições de segunda e terça do Diário Popular noticiam, sem muito destaque,respectivamente um acidente grave no centro da cidade e uma morte envolvendo ciclistas.No segundo caso, a vítima fatal foi o menino Alexsander Pereira, de 11 anos, atropelado por um ônibus ao tentar desviar de um buraco.
O fato é ainda mais lamentável porque o menino trafegava pela rua Ildefonso Simões Lopes,próximo à escola agrotécnica Visconde da Graça, onde propala-se existir uma ciclofaixa,obviamente em mau estado e esquecida.
Assim, de vítima em vítima, os ciclistas vão contabilizando suas baixas, algumas, como no caso, fatais,interrompendo a vida de um jovem.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Morte de Ciclista
A notícia é do ClicRBS que informa o atropelamentoe de um ciclista por ônibus em Restinga Seca, região de Porto Alegre.
O ciclista, Airton Vanderli Gamade , de 44 anos, teria tentado atravessar a RSC-287, quando foi atingido.
Um ônibus da Viação União Santa Cruz, que se deslocava na mesma pista, no sentido Restinga Seca-Paraíso do Sul, não conseguiu desviar a tempo do ciclista, e o atropelou. Gama morreu na hora.
O número de ciclistas atropelados, muitos com consequências fatais, mostra-se assustador.
Em alguns casos, como pode até tratar-se do noticiado, o acidente se dá por desatenção do ciclista, sem que o motorista possa ser responsabilizado.
Outros, no entanto, podem ser atribuídos diretamente às condições precárias de mobilidadade dos ciclistas nas áreas urbanas.
Condições que em cidades como Pelotas, por exemplo, muito pouco evoluíram ao longo dos anos.
O ciclista, Airton Vanderli Gamade , de 44 anos, teria tentado atravessar a RSC-287, quando foi atingido.
Um ônibus da Viação União Santa Cruz, que se deslocava na mesma pista, no sentido Restinga Seca-Paraíso do Sul, não conseguiu desviar a tempo do ciclista, e o atropelou. Gama morreu na hora.
O número de ciclistas atropelados, muitos com consequências fatais, mostra-se assustador.
Em alguns casos, como pode até tratar-se do noticiado, o acidente se dá por desatenção do ciclista, sem que o motorista possa ser responsabilizado.
Outros, no entanto, podem ser atribuídos diretamente às condições precárias de mobilidadade dos ciclistas nas áreas urbanas.
Condições que em cidades como Pelotas, por exemplo, muito pouco evoluíram ao longo dos anos.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Passeio Ciclístico (Estação DP)
PASSEIO CICLÍSTICO (Estação DP)
Saída: Sábado, dia 29, às 18h
Local: Praça da Dom Joaquim
Chegada: Praça da Dom Joaquim
Roteiro : Dom J. , Andrade Neves, Av. Bento Gonçalves, G. chaves, Dom Pedro, Santa Cruz, Av. Bento Gonçalves, Anchieta, Dom Joaquim.
Inscrição: NA HORA
OBS: Haverá SORTEO DE BIKE E BRINDES?
Organização: MUBPel (Movimento dos Usuários de Bicicleta de Pelotas) - Diário Popular
Apoio: Site Pinha Livre - Prefeitura Municipal de Pelotas (SSTT)
Saída: Sábado, dia 29, às 18h
Local: Praça da Dom Joaquim
Chegada: Praça da Dom Joaquim
Roteiro : Dom J. , Andrade Neves, Av. Bento Gonçalves, G. chaves, Dom Pedro, Santa Cruz, Av. Bento Gonçalves, Anchieta, Dom Joaquim.
Inscrição: NA HORA
OBS: Haverá SORTEO DE BIKE E BRINDES?
Organização: MUBPel (Movimento dos Usuários de Bicicleta de Pelotas) - Diário Popular
Apoio: Site Pinha Livre - Prefeitura Municipal de Pelotas (SSTT)
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Bicicletada dia 20/11
Dia 20 de novembro, bicicletada com concentração na Catedral SFP, às 21h, inscrições: 1Litro de Leite
Após, sorteio de uma bicicleta e vários brindes.
A atividade faz parte das ações do Movimento Negro de Pelotas em comemoração à Semana Nacional da Consciência Negra.
Promoção: A ONG Grupo de Apoio ao Esporte e à Cultura (GAEC) e o Movimento de Usuários de bicicleta de Pelotas (MUBPel)
Apoio: Prefeitura Municipal de Pelotas
Fone para Contato: Sérgio Dorneles - 84273039
Observação: Esta bicicletada é a prevista para o dia 16 que foi transferida
Após, sorteio de uma bicicleta e vários brindes.
A atividade faz parte das ações do Movimento Negro de Pelotas em comemoração à Semana Nacional da Consciência Negra.
Promoção: A ONG Grupo de Apoio ao Esporte e à Cultura (GAEC) e o Movimento de Usuários de bicicleta de Pelotas (MUBPel)
Apoio: Prefeitura Municipal de Pelotas
Fone para Contato: Sérgio Dorneles - 84273039
Observação: Esta bicicletada é a prevista para o dia 16 que foi transferida
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Ciclovia em São Lourenço
São Lourenço-RS, a agradável cidade à beira da Lagoa, dá um exemplo que merece ser seguido. Graças a recursos em parte do governo federal, em parte do município, estende ciclovias pela cidade. Verdadeiras ciclovias e não, tão sómente, aproveitamento de vias já existentes. Na foto vemos a que se encontra já na entrada da cidade. Parabéns à administração que decidiu investir nesta opção. Alô Rio Grande, alô Pelotas, alô todas as cidades de nossa região, o exemplo está dado, vamos seguir. Pelotas, especialmente, se tivesse destinado 1% dos recursos recentemente aplicados em asfaltar algo em torno de 70 km de vias, entre as quais ruas de trânsito lento ou de pavimentação de pedras regulares em áreas históricas, poderia ter feito algumas destas ciclovias.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Passeio Ciclístico
Domingo dia 16/11 , às10h , saída do altar da pátria, por motivo do Dia de Mobilização da Consciencia Negra (20 de novembro)
Sorteio de bike, inscrições no local mediante 1 litro de leite para APECAN.
Sorteio de bike, inscrições no local mediante 1 litro de leite para APECAN.
domingo, 2 de novembro de 2008
Acidente na Ferreira Viana
Ontem, sábado dia 1º de novembro, acompanhei parte do atropelamento de um ciclista por uma motocicleta. Ao que consta a moto teria se chocado com a traseira da bicicleta supostamente por esta ter invadido parcialmente a direção em que aquela se deslocava.Estas situações, muitas vezes, são difíceis de caracterizar e deve-se rezar para que os prejuízos físicos e materiais sejam os menores possíveis.
No caso o ciclista, que carregava compras, entre as quais leite que ficou derramado, teve algumas escoriações mas a discussão, no momento em que cheguei no local, estava estabelecida em torno de responsabilidade por reparações.
Intervi fazendo as fotos e procurando me colocar, sem perder a isenção, do lado mais fraco evidentemente o ciclista. Ao final, depois de algumas intervenções com defesas contrárias, ficou combinado que seria pago o prejuízo do ciclista. 

O que fica evidenciado mais uma vez, no episódio, são as condições extremamente perigosas para o trânsito de bicicletas na avenida fato que deve perdurar até que se crie naquela via uma condição mais favorável para os ciclistas.
(fotos: acima o estado em que ficou a bicicleta; abaixo a cena do acidente; o carro que aparece na foto parou para dar assistência)
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
A bicicleta e os candidatos
André Pasqualini de São Paulo "atropelou" os candidatos a prefeito , durante o cumprimento da agenda deles, e obteve duas interessantes entrevistas sobre o emprego da bicicleta.
Entre outras indagações tenta convencer Marta e Kassab a empregarem a bicicleta pelo menos uma vez por semana, depois por mês, mas os candidatos se mostram relutantes....
Acompanhe
http://br.youtube.com/watch?v=rz9fS2FpPPc
http://br.youtube.com/watch?v=tLanCQDmPAI
Em Pelotas o tema da bicicleta não chegou a avançar muito nas propostas de campanha eleitoral a não ser por algumas referências sem muito destaque.
Campanha eleitoral, de resto, muito pouco elucidativa.
Saudações Ciclísticas
P.R.Baptista
PINHA LIVRE
Entre outras indagações tenta convencer Marta e Kassab a empregarem a bicicleta pelo menos uma vez por semana, depois por mês, mas os candidatos se mostram relutantes....
Acompanhe
http://br.youtube.com/watch?v=rz9fS2FpPPc
http://br.youtube.com/watch?v=tLanCQDmPAI
Em Pelotas o tema da bicicleta não chegou a avançar muito nas propostas de campanha eleitoral a não ser por algumas referências sem muito destaque.
Campanha eleitoral, de resto, muito pouco elucidativa.
Saudações Ciclísticas
P.R.Baptista
PINHA LIVRE
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Cada asfalto uma ciclofaixa
O Guto avisa que foi lançada na Faurb ( Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) a campanha "Cada asfalto uma ciclofaixa" .
Já que se derramou tanto asfalto pela cidade e os automóveis passaram a se sentir mais donos do espaço urbano, muito oportuna a idéia de tentar reservar uma parte deste espaço para as bicicletas. Segue o botton da campanha que pode ser adquirido, a 2 reais, na própria Faurb.
Já que se derramou tanto asfalto pela cidade e os automóveis passaram a se sentir mais donos do espaço urbano, muito oportuna a idéia de tentar reservar uma parte deste espaço para as bicicletas. Segue o botton da campanha que pode ser adquirido, a 2 reais, na própria Faurb.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Calvin e a garrafinha
O Horacio ( de quem o Poti pensava que eu era o alter ego ) enviou para o PINHA LIVRE este quadrinho. Não sei porque mas fiquei com o sentimento de que se trata de uma espécie de advertência. Por via das dúvidas, talvez fôsse prudente sempre ficar atento e , especialmente se estiver de capacete, o que é frequente, ter a garantia de que ele não empunha uma garrafinha...
Fonte: O Melhor de Calvin / Bill Watterson
Fonte: O Melhor de Calvin / Bill Wattersonquinta-feira, 2 de outubro de 2008
Marcus Cunha promove Pedalada
Dentro de sua proposta de apoiar o emprego da bicicleta, MARCUS CUNHA, integrante e colaborador do PINHA LIVRE, une o útil e o agradável e sai à frente de uma Pedalada de campanha para vereador.
Numa eleição para prefeito e vereadores de Pelotas, pobre em termos de discussão do papel da bicicleta no transporte e em meio a um recente frisson asfalto-automobilístico incentivado pela administração municipal, a disposição do Marcus em colocar-se como um defensor de nossa causa é digna de registro e de apoio. Com direito à foto.
Numa eleição para prefeito e vereadores de Pelotas, pobre em termos de discussão do papel da bicicleta no transporte e em meio a um recente frisson asfalto-automobilístico incentivado pela administração municipal, a disposição do Marcus em colocar-se como um defensor de nossa causa é digna de registro e de apoio. Com direito à foto.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
" Na frente uma carroça"
Com as campanhas eleitorais entrando em sua fase decisiva, os candidatos começam a tentar tirar coelhos das cartola.
O site Pinha Livre tem acompanhado até este momento estas manifestações de forma equidistante mas algumas intervenções não podem passar sem um comentário ( uma que passou meio por alto foi o convite, em razão do asfaltamento, a que os ciclistas se sentissem incentivados a transitar pelo centro) .
Esta noite no horário eleitoral um candidato a prefeito, quero crer bem intencionado mas talvez desinformado, refere-se à "ciclovia" do Fragata como obra de seu governo. Vou procurar ver mais detidamente esta intervenção pois confesso que não entendi.
Até onde tenho conhecimento e, como eu, creio que todos os moradores de Pelotas, é que a referida "ciclovia" é, de fato, o aproveitamento de uma faixa de ônibus existente há décadas e que nunca foi aproveitada como tal. Ali, portanto, nada se criou e circulam pedestres, ciclistas e, inclusive, motocicletas, livremente.
Quanto às ciclofaixas do Laranjal e da Andrade Neves, especialmente esta última, embora sem dúvida importantes ( e isto manifestei inclusive através da imprensa) têm vários descobramentos que não permitiriam de forma muito inconteste caracterizá-las como constituindo parte de uma política de governo que olhe o emprego da bicicleta como prioridade.
Estes desdobramentos aos quais me refiro foram acompanhados pelos integrantes do Movimento de Usuários de Bicicleta de Pelotas os quais participaram de vários reuniões e intervenções , algumas das quais com a presença do Secretário de Transportes, e que são sabedores das dificuldades e obstáculos enfrentados , muitos, aliás, enfrentados pelo próprio Secretário.
Só a título de exemplo destes obstáculos, transcrevo manifestação do vereador Mansur Macluf feita no plenário da Câmara de Vereadores, a respeito da implantação da ciclofaixa da Andrade Neves
Queriam implantar na Rua Andrade Neves, o que traria reais prejuízos; estacionamento proibido de um lado, estacionamento proibido de outro lado e aimplantação da faixa de 1,90 metros, o que estreitaria a rua. Se um veículo partisse da Dom Joaquim em direção ao centro e viesse na frente uma carroça (o grifo é nosso), seria um cortejo quase que fúnebre, não teriam condições de ultrapassar. Essas coisas todas têm que ser avaliadas para dar um perfeito fluxo no trânsito, para trazer segurança aos nossos ciclistas, aos pedestres, e aos motoristas também. Foi alterado, foi modificado, suspensa a implantação dessa ciclovia, um novo modelo está sendo estudado, mas a comunidade reage. Digo isso porque estiveram aqui presentes, e quando existe apresença da comunidade em plenário, existe a sensibilidade dos Vereadores para o reexame da matéria, para reconduzir aos engenheiros de trânsito da nossa cidade no sentido de examinarem amplamente e verem as condições da aplicabilidade deste modelo na cidade de Pelotas.
Há outros exemplos. A ciclofaixa da Andrade Neves, aliás, pode-se dizer modesta em termos do investimento feito, é rica, no entanto, em lições a respeito da forma do pensamento oficial ,ainda muito preponderante, lidar com a questão de destinar mais espaço para os ciclistas dentro do trânsito.
Pensamento que deve ser analisado não à luz do discurso eleitoral mas das práticas ao longo do tempo.
O site Pinha Livre tem acompanhado até este momento estas manifestações de forma equidistante mas algumas intervenções não podem passar sem um comentário ( uma que passou meio por alto foi o convite, em razão do asfaltamento, a que os ciclistas se sentissem incentivados a transitar pelo centro) .
Esta noite no horário eleitoral um candidato a prefeito, quero crer bem intencionado mas talvez desinformado, refere-se à "ciclovia" do Fragata como obra de seu governo. Vou procurar ver mais detidamente esta intervenção pois confesso que não entendi.
Até onde tenho conhecimento e, como eu, creio que todos os moradores de Pelotas, é que a referida "ciclovia" é, de fato, o aproveitamento de uma faixa de ônibus existente há décadas e que nunca foi aproveitada como tal. Ali, portanto, nada se criou e circulam pedestres, ciclistas e, inclusive, motocicletas, livremente.
Quanto às ciclofaixas do Laranjal e da Andrade Neves, especialmente esta última, embora sem dúvida importantes ( e isto manifestei inclusive através da imprensa) têm vários descobramentos que não permitiriam de forma muito inconteste caracterizá-las como constituindo parte de uma política de governo que olhe o emprego da bicicleta como prioridade.
Estes desdobramentos aos quais me refiro foram acompanhados pelos integrantes do Movimento de Usuários de Bicicleta de Pelotas os quais participaram de vários reuniões e intervenções , algumas das quais com a presença do Secretário de Transportes, e que são sabedores das dificuldades e obstáculos enfrentados , muitos, aliás, enfrentados pelo próprio Secretário.
Só a título de exemplo destes obstáculos, transcrevo manifestação do vereador Mansur Macluf feita no plenário da Câmara de Vereadores, a respeito da implantação da ciclofaixa da Andrade Neves
Queriam implantar na Rua Andrade Neves, o que traria reais prejuízos; estacionamento proibido de um lado, estacionamento proibido de outro lado e aimplantação da faixa de 1,90 metros, o que estreitaria a rua. Se um veículo partisse da Dom Joaquim em direção ao centro e viesse na frente uma carroça (o grifo é nosso), seria um cortejo quase que fúnebre, não teriam condições de ultrapassar. Essas coisas todas têm que ser avaliadas para dar um perfeito fluxo no trânsito, para trazer segurança aos nossos ciclistas, aos pedestres, e aos motoristas também. Foi alterado, foi modificado, suspensa a implantação dessa ciclovia, um novo modelo está sendo estudado, mas a comunidade reage. Digo isso porque estiveram aqui presentes, e quando existe apresença da comunidade em plenário, existe a sensibilidade dos Vereadores para o reexame da matéria, para reconduzir aos engenheiros de trânsito da nossa cidade no sentido de examinarem amplamente e verem as condições da aplicabilidade deste modelo na cidade de Pelotas.
Há outros exemplos. A ciclofaixa da Andrade Neves, aliás, pode-se dizer modesta em termos do investimento feito, é rica, no entanto, em lições a respeito da forma do pensamento oficial ,ainda muito preponderante, lidar com a questão de destinar mais espaço para os ciclistas dentro do trânsito.
Pensamento que deve ser analisado não à luz do discurso eleitoral mas das práticas ao longo do tempo.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Campanha com Pedalada
Marcus Cunha, candidato a vereador em Pelotas pelo PSB, inclui em sua campanha uma pedalada a ser realizada dia 31 de agosto.
O candidato é integrante há bastante tempo da lista do PINHA LIVRE e tem participado de promoções do Movimento de Usuários de Bicicleta de Pelotas.
Abaixo o cartaz de divulgação do evento.

terça-feira, 29 de julho de 2008
Imagem do Dia
Sob a legenda " O ciclista, que carrega uma criança ignora o perigo e cruza a avenida Ferreira Viana em direção ao prolongamento da São Francisco da Paula num momento de intenso fluxo de veículos" a edição de 28 de julho de 2008 do Diário Popular ( Pelotas) estampa na Seção Imagem do Dia a foto acima na qual aparece o citado ciclista.As circunstâncias precisas da ação do ciclista não ficam bem esclarecidas na foto de modo que não se pode avaliar com propriedade o perigo aludido.
Na realidade, embora possa até se ter esta impressão de grande risco, a foto por si só não permite avaliar plenamente o fato.
Mas, por outro lado, chama a atenção o reiterado enfoque que é dado às supostas ações temerárias e irresponsáveis dos ciclistas os quais, segundo este enfoque, além de arriscar suas próprias vidas, comprometem também a segurança e a qualidade do trânsito como um todo e, em especial, no tocante aos veículos motorizados.
No exemplo em questão a irresponsabilidade do ciclista é apontada como de tal grau que junto a si “carrega uma criança”.
O que se deixa de registrar são as ainda precárias condições de infraestrutura para que os ciclistas possam se deslocar sem correr estes riscos e perigos que são acusados de enfrentar.
De fato, o maior perigo enfrentado origina-se nas políticas públicas costumeiras no Brasil que insistem em ignorar a existência deste segmento de usuários das vias de transito enquanto fazem investimentos vultosos em obras que visam favorecer quase que exclusivamente aos automóveis.
Transporte coletivo, pedestres e ciclistas são atores que parecem ter apenas um papel secundário neste cenário.
No caso de pedestres e ciclistas, se ousarem cruzar o caminho dos automobilistas , isto passa a ser um perigo que correm por sua própria conta.
Seria, por outro lado, pelo menos compensatório se através da Fotografia, tão importante e destacada em alertar para questões cruciais da sociedade, se pudesse igualmente mostrar outros ângulos mais favoráveis da presença dos ciclistas em nosso meio.
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