Sob o título "Imprudência" a foto acima saiu publicada com bastante destaque na coluna Fotonotícia do Diário Popular ( 20/03, pág.5) jornal de maior circulação em Pelotas e região sul. A notícia ainda acrescenta: "Em alguma manhã da semana passada, um ciclista arrisca-se na contramão da rótula que une as avenidades Ferreira Vianna e Juscelino Kubitschek". Com esta são já várias notícias deste tipo nesta coluna sempre vinculando o ciclista a alguma ação de desrespeito ao trânsito e de temeridade. Frequentes ações cometidas por motoristas, certamente com muito maior risco, são ignoradas. Na foto acima, por exemplo, o maior risco pode estar presente no carro que passa à esquerda em direção a um cruzamento, logo adiante, onde são frequentes os acidentes. Estas notícias também sistematicamente ignoram o contexto da situação. No caso citado, por exemplo, fica difícil analisá-lo no seu todo se ignorarmos que se o destino do ciclista fôr, por exemplo, um hipermercado situado logo atrás das placas, a não seguir este caminho ele teria que fazer um contorno de várias centenas de metros enfrentando um tráfego movimentado. Sob este aspecto o caminho que ele está adotando, à falta de um outro proporcionado pelos responsáveis pelo trânsito, pode ser o mais lógico e até o mais seguro. O que fica claro na notícia é assim a permanente incompreensão com a importância da bicicleta como meio de transporte e, como consequência, a incompreensão também das características e peculiaridades associadas ao seu emprego o que é próprio do raciocínio elaborado a partir da lógica do motorista.
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domingo, 21 de março de 2010
"Imprudência"
Sob o título "Imprudência" a foto acima saiu publicada com bastante destaque na coluna Fotonotícia do Diário Popular ( 20/03, pág.5) jornal de maior circulação em Pelotas e região sul. A notícia ainda acrescenta: "Em alguma manhã da semana passada, um ciclista arrisca-se na contramão da rótula que une as avenidades Ferreira Vianna e Juscelino Kubitschek". Com esta são já várias notícias deste tipo nesta coluna sempre vinculando o ciclista a alguma ação de desrespeito ao trânsito e de temeridade. Frequentes ações cometidas por motoristas, certamente com muito maior risco, são ignoradas. Na foto acima, por exemplo, o maior risco pode estar presente no carro que passa à esquerda em direção a um cruzamento, logo adiante, onde são frequentes os acidentes. Estas notícias também sistematicamente ignoram o contexto da situação. No caso citado, por exemplo, fica difícil analisá-lo no seu todo se ignorarmos que se o destino do ciclista fôr, por exemplo, um hipermercado situado logo atrás das placas, a não seguir este caminho ele teria que fazer um contorno de várias centenas de metros enfrentando um tráfego movimentado. Sob este aspecto o caminho que ele está adotando, à falta de um outro proporcionado pelos responsáveis pelo trânsito, pode ser o mais lógico e até o mais seguro. O que fica claro na notícia é assim a permanente incompreensão com a importância da bicicleta como meio de transporte e, como consequência, a incompreensão também das características e peculiaridades associadas ao seu emprego o que é próprio do raciocínio elaborado a partir da lógica do motorista.
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