sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Secretário de Trânsito se envolve em Acidente


Há pouco o que comentar. A imprensa divulga a colisão ocorrida entre o automóvel dirigido pelo secretário de Trânsito de Pelotas, Flávio Gastaud , e um outro veículo que transitava na preferencial.
Segundo palavras do próprio secretário, " fui vítima de um dos problemas de trânsito de Pelotas. Eu vinha pela Cassiano e os carros estacionados nas esquinas tiram o campo de visão, a gente tem que avançar um pouquinho para enxergar bem. Em tese, quem avança a preferencial tem culpa, não vou polemizar".
"Em tese" , o secretário poderia ter acrescentado, os carros estacionados nas esquinas infringem o código e deveriam ser multados justamente pela secretaria da qual é o responsável.
Mss, como admite o secretário,este é "um dos" problemas de trânsito de Pelotas.
A lamentar que, mesmo se tratando de problemas antigos com consequências que são vistas a toda hora, não existam medidas sérias para corrigí-los. Ao contrário, algumas até tem colaborado para agravá-los.
Como contribuição talvez se pudesse sugerir ao secretário, advogado de profissão, que experimentasse pedalar pela cidade para ir conhecendo, assim de forma empírica, mais alguns destes problemas. ( a foto não tem relação com o acidente, apenas ilustra a situação, comum em Pelotas, de carros estacionados irregularmente junto à esquina)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sr.Volante



O Sr.Volante poderia ser qualquer um de nós... basta ter um carro...

.

domingo, 7 de agosto de 2011

Ciclismo de Luxo


Na sociedade capitalista,  na qual estamos inseridos,  a segmentação sócio-econômica costuma ser bem acentuada. O mundo do ciclismo não poderia fugir à regra. A "bicicletinha" sofisticada, anunciada acima a "preço especial", custa o equivalente a um ano de renda de um empregado com salário mínimo.
E, muito possívelmente quem adquirí-la , até considerando que com o objetivo de competição, não deve empregá-la para o uso diário.
Para isto deve utilizar automóvel. Caro, arrisco-me a dizer.
Arrisco-me também a dizer que não vamos encontrar nenhuma  circulando pelas ruas de Amsterdam. A bicicleta lá é um artigo de primeira necessidade, não um artigo supérfluo.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Bicicletada Mensal

A cada última sexta de cada mês está programada Bicicletada com saída em frente à Catedral  às 20 horas.
A próxima, portanto, é neste dia 5.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

terça-feira, 31 de maio de 2011

I Jornada sobre Mobilidade Urbana

I Jornada sobre Mobilidade Urbana, dias 1 e 2 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPel.
Horário: 19 h
Dia 3, 20 h , Bicicletada com saída no Altar da Pátria.

domingo, 29 de maio de 2011

Ciclovias em Buenos Aires


Quem visita Buenos Aires ( ver postagem anterior ) nota o surgimento de um plano de implantação de ciclovias. Num primeiro momento, especialmente para quem defende o emprego da bicicleta, não há como deixar de ver nisto um avanço. Há pontos, no entanto, a respeito dos quais são levantadas dúvidas e críticas. Importante saber quais são para que não se incorra, admitindo que eles existem, nos mesmo erros,  Transcrevo para esclarecer a questão artigo publicado no jornal La Nación de Buenos Aires.

Poco consenso para mantener las ciclovías
Defienden el trato más cercano y los controles

Domingo 29 de mayo de 2011
Publicado en edición impresa.

Las ciclovías porteñas recibieron críticas de candidatos opositores. La construcción de ciclovías en la ciudad es hoy una iniciativa celebrada por los ciclistas, casi con la misma intensidad con que las critican los automovilistas y muchos vecinos que han perdido lugares de estacionamiento en sus barrios, además de haber complicado el tránsito en algunas zonas densamente concurridas.
La opinión de la mayoría de los candidatos de la oposición es sumamente crítica y muchos de ellos no dudan a la hora de decir que las sacarán en caso de ganar las elecciones a jefe de gobierno.
Jorge Telerman (Más Buenos Aires) dice que quitaría muchas de las ciclovías que construyó el gobierno de Mauricio Macri porque dice que obstruyen el tránsito y no fueron bien delineadas. "Gran parte de las bicisendas hay que desmantelarlas; ha sido una alocada erogación que no ha tenido en cuenta las tendencias internacionales y fueron diagramadas en lugares que complican el tránsito y no generan aumento del uso de las bicicletas", acota.
Telerman asegura que dejaría algunas o que las construiría "en lugares que no compitan con el auto ni les quiten espacio a las calles".
El candidato kirchnerista Daniel Filmus sostiene: "El grave problema es la falta de un plan integral de tránsito, centrado en un transporte público de calidad. Entendemos que la ciclovía es el último eslabón de ese plan, no el primero ni el central. Macri prometió 40 km de subtes, estacionamientos subterráraneos y eliminar las barreras ferroviarias, y sólo presentó 200 bicicletas y una bicisenda poco planificada. Se mantendrán ciclovías, pero analizando los tramos que deben ser cambiados. Seguiremos avanzando en crear una cultura que favorezca el uso de la bicicleta, pero, por supuesto, que no será el único eje de nuestra política de tránsito".
La radical Silvana Giudici considera: "Las ciclovías son una buena herramienta de ciudades desarrolladas. Mejoran la calidad de vida, pero no se pueden hacer sin un plan de mejoramiento de la movilidad, algo que acá faltó. Hay lugares inseguros donde no se puede usar y otros donde no se controla el mal estacionamiento. Está claro que no hubo planificación. En mi caso, mantendría el préstamo de bicicletas, pero replanificaría los circuitos para que no impacten en el tránsito".
Urbanismo
Ricardo López Murphy (Convergencia Federal) opina: "Nosotros no hubiéramos hecho esa inversión por sus costos y por las características urbanísticas de la ciudad. Fue evidente la falta de planificación. Pero vamos a utilizarlas con el cuidado de asegurarnos de que, en los lugares donde haya ciclovías, no esté permitido estacionar, y éste es un compromiso esencial para nosotros. Si uno circula por Esmeralda o por Maipú, se da cuenta de que el gobierno no se ocupa de liberar el tránsito con eficiencia y responsabilidad, y termina siendo cómplice del caos vehicular".
María Eugenia Estenssoro, candidata por la Coalición Cívica, comenta: "Las bicisendas son una buena idea mal implementada. Es fundamental abordar de manera integral el gravísimo problema de congestión de tránsito que hoy tiene la ciudad. Recortar un tercio de las calles cuando tenemos 300.000 autos adicionales circulando por esas vías sólo empeora la situación. Primero, hay que mejorar y expandir sustancialmente el transporte público para desalentar el uso del auto particular. Recién ahí, uno puede incorporar la bicicleta como un medio de transporte alternativo".

sábado, 21 de maio de 2011

Massa Crítica de Rio Grande

O Grupo Massa Crítica de Rio Grande, ao qual pertence o Diego, é uma "galera irada" que organizou recentemente uma pedalada do Cassino até Rio Grande por ocasião do I Encontro Sobre Transporte e Mobilidade Sustentável realizado na FURG. Quem teria participado é o Giancarlo. Aos ciclistas de Rio Grande parabéns pela iniciativa e pelo senso crítico que ao longo da discussão demonstraram ter.

domingo, 15 de maio de 2011

Ciclotur é adiado

O CICLOTUR on board foi transferido para o dia 5 de junho, também num domingo,

Mais info no site http://www.terrasulpelotas.com.br/site/content/pacotes/roteiro_regional.php?id=2

domingo, 8 de maio de 2011

CICLOTUR (on Board)

Pedale e navegue pela história de Pelotas"

DATA: 15/05/2011
DIA: Domingo

Saída de bicicleta*(não inclusa) às 10h (apresentação 15 min antes) da frente da CATEDRAL SÃO FRANCISCO DE PAULA (Pça José Bonifácio).
Parada, em uma das antigas Charqueadas às margens do Arroio Pelotas, onde realizaremos uma visita guiada no interior da casa do charqueador Gonçalves Chaves que foi cenário da mini-série “A Casa das Sete Mulheres”. (ingresso e visita guiada inclusos) Ainda na Charqueada São João, será servido o almoço com cardápio típico do local. (almoço e sobremesa inclusos, sem bebidas).
Após embarque no Maria do Carmo, barco com capacidade para até 22 passageiros, equipado com coletes salva-vidas, rádio, cozinha auxiliar e banheiro (ingresso incluso);
O passeio será pelas águas do Arroio Pelotas até sua foz e pelo Canal São Gonçalo até as pontes (férrea e Leo Guedes). No decorrer do passeio será servido um rápido lanche (incluso). Duração média de 2h30min.
De volta a Charqueada São João pegaremos nossas bicicletas e retornaremos ao centro da cidade, com chegada prevista até às 19h00min.
Valor por pessoa:´3 x R$ 34,00 com cheques pré-datados ou à vista com desconto: R$ 90,00.
O valor inclui: assistência de Guia Local de Turismo/MTur, ingresso passeio de Barco, ingresso e visita guiada na Charqueada São João, 01 almoço (sem bebidas), 01 Lanche e carro de apoio.

O valor não inclui: bicicletas, despesas de caráter pessoal (bebidas) e tudo o mais que não consta como incluído.
Mais info: http://www.terrasulpelotas.com.br/site/content/home/

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Bicicletada dia 29

Sexta dia 29 e sempre na última sexta de cada mês temos BICICLETADA.
SAIDA: 20H
LOCAL: CATEDRAL S. F. de Paula

ROTEIRO:  ruas centrais da cidade

Venha pedalar por uma cidade mais limpa, mais humana

OBS: é 20h e não 21h como diz no anexo

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Proibido para maiores de 18 anos


Todos nós, amantes do ciclismo, estamos prontos para apontar vários aspectos que nos emocionam e até nos dão prazer na sua prática. Nem sempre, no entanto, imaginamos até onde o ato de pedalar pode nos arrebatar. Como exemplo deste potencial reproduzo o vídeo acima encarecendo, já no título, que não deixem adultos assistí-lo. Já que assuntos mais sérios, como o desaparecimento do ciclista argentino no Chile, nem sempre despertam o interesse esperado, talvez algumas incursões eróticas possam ter este efeito.
Em tempo: a senhora que está no carro com o marido diz em alemão: "Olha, da próxima vez usaremos novamente as bicicletas."

domingo, 17 de abril de 2011

O Fim de um Sonho

El joven argentino Hernán Helman (a la derecha en la foto), que había emprendido un viaje con la intención de unir Buenos Aires con Nueva York en bicicleta, fue hallado muerto en Chile.
Helman, de 30 años, había desaparecido en febrero . Su cuerpo fue encontrado flotando cerca de la Isla Quiriquina, en Chile, según informa el diario mendocino Los Andes. El matutino añade también que habría muerto por "asfixia por sumergimiento, según detalló el subprefecto Sergio Claramunt".
Hernán había sido visto por última vez en la tarde del 19 de febrero en las playas de Bellavista, un pueblo de pescadores de Tomé, situado sobre la costa del océano Pacífico.
( La Nación)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Bici Calourada

DATA:  8 de Abril
HORÁRIO: 20 horas
SAÍDA: Praça Coronel Pedro Osório, em frente ao Teatro Sete de Abril 

segunda-feira, 21 de março de 2011

Bicicletada, sexta, dia 25

Na próxima sexta-feira, dia 25, às 21h. está programada uma BICICLETADA.
Saída do largo da Catedral S. F. De Paula em Pelotas

Divulguem! Venham todos com espirito integrador e com a intenção de mostrar que cidade queremos...

terça-feira, 8 de março de 2011

Passeio Semanal


domingo, 6 de março de 2011

Rua sem Saída

O atropelamento de Porto Alegre trouxe uma repercussão raramente vista envolvendo ciclistas. De imediato surgiram manifestações, interpretações e tomadas de posição as mais variadas. O movimento Massa Crítica caracteriza-se por intervenções que, em alguns momentos, são contestadas inclusive por integrantes de outros movimentos que propõem estratégias diferentes. Incidentes de carros atropelando manifestantes em bicicletadas são mais frequentes do que se possa imaginar. Nenhuma delas, no entanto, com o grau de violência e covardia quanto o de Porto Alegre onde o que decorria era uma manifestação alegre e descontraída que, aparentemente, pouco "transtorno" trazia ao tráfego. Mas, deixando de lado diferenças de interpretações, algumas mais de detalhe, o que mais nos chamou a atenção, conforme exposto desde o início aqui no PINHA LIVRE , foi a posição das "autoridades" que deixam claro, de uma forma que parece até inconsciente, ainda que em parte motivadas por não terem "autorizado" a manifestação, o pré-julgamento e o preconceito que tem em relação aos ciclistas e, por consequência, ao emprego da bicicletas nas cidades. Transcrevo, por isto, o texto de Walter Hupsel , divulgado pelo Yahoo ( http://colunistas.yahoo.net/posts/9187.html) , que enfoca de forma muito bem localizada, colocando-a ao mesmo tempo dentro de um contexto, esta questão.
Rua sem saída
Na semana passada aconteceu um ato bárbaro em Porto Alegre, mas poderia ser em qualquer cidade brasileira.Um motorista, dentro do seu possante Golf preto, irritado com a lentidão do trânsito a sua frente, simplesmente passou por cima de dezenas de ciclistas, fazendo um strike humano. São imagens chocantes da barbárie, pura e inconteste, que nos aterroriza exatamente porque nos mostra quem somos, campeões de violência e morte no trânsito.

A rua é a metáfora perfeita da vida em sociedade. Se nossa esfera privada pode ser a dita “casa”, a esfera pública é rua. É ela que pulsa e dá dinamismo à sociedade, mas, no nosso caso, é nela também que morremos abruptamente.

A rua, no Brasil, não foi pensada para o pedestre. As calçadas são estreitas e acidentadas, quando não ocupadas por carros. Andar por elas, quando possível, é um exercício de paciência e de risco. A rua foi feita para primazia do carro, para que o motorista tenha caminho mais livre, em detrimento do pedestre, do usuário do transporte coletivo ou do ciclista. Não é difícil perceber isso quando olhamos os orçamentos municipais destinados para cada um deles. Gasta-se uma fortuna em obras viárias para os automóveis enquanto pouquíssimo para metrô, ônibus ou ciclovias.

Somos, juntamente com os Estados Unidos, uma sociedade de carros. Fizemos essa opção lá atrás, e continuamos a fazê-la repetidamente. São escolhas políticas, pelo individualismo nefasto que se constrói contra o público, contra a rua. E a nossa rua, sempre refeita para que permaneça a mesma, é aquela que um conservador de boa cepa diagnosticou no começo do século 20: é a imunidade da propriedade, seja em relação aos subordinados, seja em relação ao Estado. É quase a extensão natural do domínio da Casa Grande. É, assim, o domínio da propriedade privada, e exclusiva, contra a esfera realmente pública.

A sociedade do automóvel é a sociedade do privado e do insulamento, que transforma o público em seus próprios domínios. Privatizamos a esfera pública, pois a mediamos através dos carros.

Escolhemos viver em condomínios fechados, em carros idem. Condomínios que nos dão a falsa sensação de isolamento de uma sociedade violenta. Mas é o próprio isolamento que a torna assim, numa lógica circular e viciosa. O carro é a manifestação extrema desse isolamento, e, por isso, também é o símbolo maior de status.

Quem não se lembra do comentarista José Carlos Prates reclamando, explicitamente, na maior rede de comunicação do Sul do país que hoje “qualquer miserável tem um carro”?

Prates faz coro ao novo queridinho da direita tosca – o Olavo de Carvalho de All Star, como denominou com perfeição Michel Blanco –, Luiz Felipe Pondé, que reclamou dos pobres terem transformado uma outrora ilha de iguais, o avião, em um churrasco na laje.

Grande paradoxo. Queremos o conforto, as benesses e os bens propagados pelo capitalismo como a última instância do Éden na terra, mas queremos que sejam bens exclusivos, que só alguns tenham acesso.

Logo depois do ato bárbaro do motorista de Porto Alegre, vozes das autoridades correram pra defendê-lo, ou ao menos para atenuar aquilo que pode ser definido como uma tentativa de homicídio qualificado.

O delgado criticou a vítima. Para esse douto senhor os ciclistas se expuseram ao risco ao não pedirem autorização ao poder público para fazerem a manifestação. E arrematou com uma brilhante frase: “Aqui não é a Líbia. Aqui tem toda a liberdade para fazer manifestação, desde que avisem as autoridades. Faz a tua manifestação, mas não impede o fluxo de automóveis. Se tu impedes, dá confusão, dá baderna, dá acidente. Fica o alerta”.

E a cereja do bolo fica por parte do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, que, quase tentando inocentar o sociopata do Golf, afirmou, horas depois da tentativa de homicídio, que a reunião de tantas bicicletas seria ilegal. Só faltou fazer coro com Jânio Quadros e dizer que as mulheres são as culpadas pelos estupros sofridos, já que não se vestem decentemente.

Inconscientemente, as autoridades ali não defendiam a pessoa que estava atrás do volante. Defendiam nosso legado, nossa rua como extensão da casa, privatizada, cujo símbolo maior é mesmo o carro. Agiram, assim, como advogados de defesa de uma sociedade segmentada, excludente, violenta. Defenderam o nosso legado, a nossa barbárie.

Chamem o ladrão!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Pelotas adere ao protesto nacional

Como consequência do atropelamento ocorrido em Porto Alegre de ciclistas que participavam de uma bicicletada da Massa Crítica, eclodiram em várias cidades ( além de Porto Alegre, em Rio Grande, Florianópolis, São Paulo , Brasília, entre outras) manifestações de apoio às vítimas e de reivindicação por melhores condições para o emprego da bicicleta. Pelotas somou-se a estas manifestações com uma bicicletada, Bicicletada da Paz, que reuniu expressivo número de participantes conforme permite observar a foto acima.
O video a seguir dá também uma idéia do movimento.
foto Nauro Júnior

quarta-feira, 2 de março de 2011

Manifestação de uma Leitora

foto Jefferson Bernardes
Rita de Cássia Arruda, de Brasília, leitora de "Ciclistas Anônimos", envia este texto a respeito do incidente de Porto Alegre:
Caro PR:
Foi com um misto de indignação e incredulidade que assisti pela TV, na noite dessa terça-feira (01/03), imagens dos ciclistas de Porto Alegre - que pacificamente pedalavam em defesa do uso da bicicleta no trânsito - sendo atropelados de propósito por um louco furioso.
Não sem razão, tal cena de dantesca insanidade evocou em minha memória uma outra, igualmente truculenta, ocorrida aqui em Brasília, em 1984, na Esplanada dos Ministérios, ocasião em que um general cinco estrelas avançou o seu cavalo em cima dos manifestantes que marchavam até o Congresso Nacional em prol das Direta-Já, a maioria deles de estudantes, de chicote em punho e cercado de tanques de guerra Urutu.
Causa ainda mais espanto quando se leva em consideração os recentes acontecimentos em prol da democracia e contra a corrupção que vem ocorrendo nos países do norte da África.
Guardadas as devidas proporções, pode-se perfeitamente estabelecer um paralelo entre ambas as ocorrências. Lá, na Líbia, Muammar Khadaf investe mortalmente contra a população, coisa que absolutamente não pode ser justificada, qualquer que seja o ângulo em que se analise a situação.
Aqui, um sujeito que demonstra ser emocionalmente desequilibrado se julga no direito de desembestar o seu carro contra os ciclistas do "Massa Crítica". O argumento pífio do agressor, de que seria linchado pelos manifestantes, contradiz as imagens e por si só não se sustenta. Eu me pergunto: que país é esse, meu amigo?
Nada justifica tamanha brutalidade; nem num caso e muito menos nesse outro, ocorrido na capital gaúcha. É inacreditável que coisas dessa natureza ainda hoje ocorram por aqui, nesse Brasil lindo e trigueiro de meu Deus
Deixo então aqui, no "Ciclistas Anônimos", esse espaço tão criativo e democrático, meu veemente protesto contra tamanho ato de violência e presto ainda minha solidariedade aos ciclistas gaúchos. O Brasil de Norte a Sul espera agora que a justiça seja feita!